quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

A viagem;

Pronto.. É isso!

Permita-me a palavra... Irei falar sobre nós. Somos nós, membros da espécie primata bípede chamada homo sapiens... É de nós que eu quero falar... dos nossos desejos, dos nosso anseios, das nossas buscas. 
Nós desejamos infinitas coisas, coisas essas que variam de todos os modos e sabores.. Não precisa ter uma cultura diferente ou falar uma outra língua para notar uma diferença nos nossos desejos. Na sua própria casa existem pontos de vista totalmente diferentes. 
Porque cada ser humano é um universo particular. 
Cada ser humano busca algo diferente... Todos pensam em conquistar coisas novas, buscam diferentes respostas em diferentes perguntas. 
Vivemos numa busca constante de algo melhor. E esse "melhor", pode ser várias coisas, como um carro novo, uma casa decorada, ter muito dinheiro ou até mesmo um amor perfeito. 
Enfim, somos iguais na espécie, mas diferentes na essência... Se nossa essência é tão diferente, se cada ser humano é um universo diferente.... é possível encontrar algo em comum na nossa essência? 
Sim... há algo comum a todos nós, e não é a busca de algo melhor, mais caro ou mais bonito...  É simplesmente, a busca!
Todos buscamos algo... é essa busca que nos move, que nos une, que nos torna humanos... pois sem ela não teríamos aonde ir... a estrada não teria onde nos levar. Caminharíamos rumo ao nada...
Atrevo-me a fazer uma pergunta. É melhor viajar do que chegar ao destino?
Devo dizer que sim... É na viagem que criamos a expectativa de como será o final. É esse desejo de chegar a algo, que nos torna motivados. A chegada não seria tão boa se nós simplesmente chegássemos a ela sem esforços. Estaríamos lá e falaríamos para nós mesmos: Pronto... é isso... Qual graça ela teria sem a estrada que nos levou a ela, sem as paradas, sem as expectativas, sem os sorrisos, as confusões e os imprevistos da ida? A nossa vida é isso... é uma viagem... é uma busca. 
É a esperança de encontrar um amor verdadeiro que nos faz românticos...
Pense comigo... a viagem é tão boa quanto o seu destino, é só sabermos aproveitá-la. Assim é nossa vida, estamos tão preocupados quando e a que horas vamos chegar, nos apressamos tanto, que não percebemos que vamos estar sempre indo. 
Se olharmos através da janela do carro, vamos perceber que há algo lindo ao nosso lado. Vamos perceber que existem coisas maravilhosas que perdemos por estar olhando sempre para frente.
A felicidade é uma busca... cabe a nós mesmos sermos felizes nessa busca.
É por isso que a busca por algo é o que nos torna parecidos. Somos eternos viajantes... por isso sorria... olhe através da janela, e você perceberá que ali existe um lugar lindo e desconhecido, pessoas que te amam, desejos profundos, atividades inacabadas. Você perceberá que através da janela é onde você deveria estar, ai você vai olhar para si mesmo e vai dizer: Pronto... É exatamente isso!





segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

O espinho e o Sol;

Nós magoamos. Temos uma incrível capacidade de magoar. Essa capacidade nos é implantada aos poucos, a cada gesto, a cada ato.... nos tornamos algo nocivo, algo seco.

Vou contar-lhes algo:


Eu sou um espinho... Ainda sou verde. Minhas ligas ainda são muito flexíveis, elas dobram, não furam...
Eu sou um espinho... O Sol me queima... aos poucos... aos poucos não sou tão verde.
Eu sou um espinho... Me pisam... mas não se machucam, ainda sou um tanto verde.
Eu sou um espinho... O Sol me queima... já não lembro como é ser flexível...
Eu sou um espinho...  Ser verde é apenas uma lembrança...
Eu sou um espinho... O Sol me queima.
Eu sou um espinho... Me pisam... eu machuco, perfuro... o Sol me queimou... não sou mais verde.


Tudo o que fazemos, todos os nossos gestos, são como Sol... deixa marcas, tem uma incrível capacidade de secar. Porque tudo que fazemos, todos os nossos gestos, geram conseqüências em nós mesmos... e nos outros. É porque todos os gestos e atitudes das outras pessoas, deixam marcas em nós. 
É que todas as pessoas estão tão envoltas nas seus próprios problemas, que esquecem que podem magoar. É que você está tão acostumado a se fechar no seu próprio mundo, que não lembra que também pode magoar. 
Nós nascemos verdes, flexíveis... mas aos poucos somos sendo queimados pelo Sol, somos transformados em algo nocivo... esquecemo-nos como é ser verde...


Nós magoamos. Temos uma incrível capacidade de magoar. Essa capacidade nos é implantada aos poucos, a cada gesto, a cada ato.... nos tornamos algo nocivo, algo seco.

Você pode ser o Sol... ter a capacidade de  queimar...
Você pode ser um espinho... e se deixar secar...


Ou não.







segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Você é apenas um clichê?

Não é problema gostar de uma coisa que todos gostam...

O problema não é ter uma profissão a qual existam milhões de profissionais ao seu lado... Não é problema o seu cabelo te dar a aparência mais comum de todas... Não é porque você não fuma que você não é descolado. Algumas séries ou novelas são feitas pra te prender a elas... Não é porque você acha o trejeito de algum amigo legal e incorpora aquilo pra você, que você não tem personalidade.

Não é problema ter o trejeito de um amigo... não é problema porque aquele trejeito não é você por completo. Me entenda, você é complexo, tem infinitos trejeitos de infinitas pessoas, essa combinação te deixará único. Assistir novelas não é problema... o problema é incorporá-las a você. É você ser uma tentativa de ser algo que não é, esse é o problema. Fumar pode ser legal, mas responda-me, tanta gente fuma... é um clichê fumar ou não fumar? Seu cabelo é seu... não é problema ter o cabelo igual a todos, o problema está no fato de ter esse cabelo porque todos o têm. Sua profissão é comum... mas você pode fazer coisas extraordinárias e inéditas com ela.

Não é problema gostar de uma coisa que todos gostam...

Não é problema, porque se todos gostam, você não é um alienígena por gostar... Não é problema porque você não gosta apenas disso. Você, digo novamente, é complexo. Então você não é só isso, é mais. Sua personalidade é composta por diversas coisas aparentemente clichês, mas que juntas, te apontarão uma forma única. A mudança parte de três pressupostos: Oportunidade, curiosidade e vontade. Você tem a oportunidade, busque algo novo, seja algo novo, esteja em constante mudança. O velho é clichê. Sejas único. Porque não é problema gostar de uma coisa que todos gostam....






quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Para você se transformar...

uma pequena lasca de unha...
um espaço cúbico de distância...
o menor lapso de tempo...

tão pouco que se torna invisível...
é só questão de ver...
é abrir os olhos...
é sentir...

um repentino despertar...
uma intrínseca vontade de estar...
o tocar de um desejo...

uma realidade que pode ser mudada...
aquilo que você mais queria usar...
uma outra forma de pensar...
um outro estado de ser...

uma pequena lasca de unha...
é só questão de ver...
um repentino despertar...
um outro estado de ser...

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

RE. NO. VA. ÇÃO.




É TEMPO DE MUDAR. REVER OS ERROS. ACERTAR OS ACERTOS. FIM DE UM CICLO. INÍCIO DE OUTRO.
 NUNCA ACABE. CIRCUNDE-SE. INTERROGUE-SE.
APRENDA.
FAÇA ACONTECER O QUE NUNCA FOI CAPAZ DE FAZER. EVOLUA. ARRISQUE-SE. COMECE. RECOMECE. TENTE OUTRA VEZ.
AJUDE. PERMITA-SE SER AJUDADO. BUSQUE. BUSQUE-SE.
APRENDA.
BRINQUE. ATUE. DIRIJA. LUZ. CÂMERA. AÇÃO.
APRENDA.
CAUSE. SEJA CONSEQÜÊNCIA. PLANEJE. PROGRAME-SE. MAPEIE-SE.
APRENDA.
COMPRE. VENDA. EMPRESTE-SE. PRESTE-SE. VENDE-SE. CUMPRA-SE.
APRENDA.
É TEMPO DE REVER. DE NOVAR. DE AÇÃO. DE APRENDER. DE RENOVAÇÃO.




FELIZ ANO VELHO... FELIZ ANO NOVO!

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Fora de controle;



Podemos controlar diversas coisas... controlamos o que comemos, o que estudamos, o quanto nós gastamos, porém.. tem uma coisa que não podemos controlar... O que sentimos.
Aquilo que sentimos é tão incontrolável quanto um mar feroz. O que sentimos é parecido com aquele erro que, quanto mais tentamos concertar, mais errado fica. O pensar em não pensar, já é um pensar. Logo, chegamos a conclusão que, o que sentimos não é um ato de vontade ou um ato de estar, é sim, um estado de ser. Nós sentimos e ponto.
É estranho imaginar que somos nós quem pensamos, os nossos pensamentos pertencem a nós, são um fruto da nossa mente, porém, estão fora do nosso controle.
Desse modo, podemos chegar a seguinte conclusão. Nós não podemos simplesmente querer sintir de certa forma ou querer que alguém sinta de outra forma. Não podemos pedir isso porque não podemos cumpri-lo.
As vezes, tentamos nos controlar, nos policiar, ir mais devagar, pegar mais leve, mas no fim, vamos acabar ficando reprimidos e adestrados. 
Tentar controlar não é a solução. A solução é sentir e ter ciência do que se sente, aceitando isso. É dessa forma que não nos tornamos escravos de nós mesmos. É dessa forma que nos tornamos o nosso próprio aliado, conhecendo e aceitando o que sentimos, sem repressões. 
Mentir para si mesmo se torna a pior mentira. Ao se exteriorizar para o mundo, nos projetamos como uma mentira, logo, todos os atos decorrentes do que afirmamos, também serão uma mentira. Portanto, ao mentir para nós mesmos, tudo que nos circunda também será uma mentira.
Moral da história. Como não podemos controlar o que sentimos, devemos aceitar isso e descobrir formas de lidar com tal sentimento. Depois disso, tudo o que sentimos nos parecerá familiar e bom, ainda que fora de controle.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Quem comeu o meu queijo?

O comodismo: O chão palpável... o terreno conhecido.. é tão confortável e seguro.
A mudança: O campo minado... o desconhecido... o risco.. o abismo... é tão inconveniente e dúbio.
Pois é... Aquilo que não nos parece comum, nos tira do eixo. É como se tivéssemos medo de ficarmos pior. É como se nos acomodássemos ao que já sabemos que dará certo. Por que será que sempre pedimos a pizza do mesmo sabor? Ora, já sabemos que possui um bom sabor. O problema é que não temos certeza se outro sabor será tão gostoso quanto... então, preferimos não arriscar.
Não arriscar... Como seria nosso mundo se, por exemplo, Wilhelm Schickard, fizesse apenas o seu trabalho e não tivesse inventado a máquina de calcular? Ou se Benjamim Frankin, simplesmente achasse melhor, ler a luz de velas, ao invés de tentar inovar e inventar a energia elétrica? O que aconteceria se essas mentes ficassem presas ao palpável?
É bem verdade que é bem mais fácil ficar adepto ao que é familiar... Porém... é bem verdade também que é mais fácil roubar que trabalhar...
“Quem arrisca não petisca”, já dizia alguém em algum lugar. Sinto lhes informar que esse, alguém em algum lugar, tinha um pouco de razão ao falar sobre isso.
Somos preguiçosos! Acomodados! Seguros do que queremos...
Acorda! O Mundo está girando... e a cada volta que ele dá, há milhares de oportunidades para inventar e reinventar, se interrogar, evoluir, pisar no desconhecido, se surpreender um pouco, ou muito, conhecer novas pessoas, novos lugares, novos sabores. O desconhecido não é sinônimo de perigo.
Seja diferente sem deixar de ser você mesmo. Aquele que tentou, na pior das hipóteses, olhou para si mesmo, e viu que errou. Ele errou... mas ele tentou. Nada pode tirar isso dele, e ninguém pode abrir a boca e falar que ele desistiu ou se omitiu. Talvez, quando inventou o telefone, Graham Bell, não se arrependeu de ter tentado mais um pouco.
No mais... Quando fores pedir uma pizza, lembres que poderias comer no escuro e não poderias fazer os cálculos com as devidas precisões se não fossem por mentes que variavam sempre no sabor dela.