sábado, 31 de março de 2012

Início;

Meio torto... meio certo.
Meio amargo... meio ácido.
Meio eu... meio você.
Meio nós, em meio a eles.
Meio perto... meio pouco.
O meio termo é meio lógico...
O meio esperto é meio burro...
O meio, que tão logo, vira fim...
Mas o meio por ser meio não é fim...
Mas o meio por ser meio leva ao fim...
Mas o fim não é o fim sem o seu meio...
Pois o meio... antes do fim... é só o meio...
Fim.


segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

REVERTA|ATREVER

É isso que me faz acordar contente todos os dias, em meio a preguiça, ao sono mal dormido, ao sonho mal resolvido. Isso é o que me faz enxergar os novos dias como o ultimo capítulo de um Romance, com a nítida impressão que todos os problemas foram milagrosamente resolvidos e todas as falas praticamente lidas. Com a impressão de que todos os contratempos valeram a pena, pois todos os contratempos, não exitaram em me ensinar, em me encaminhar, pouco a pouco, ao meu lugar... e isso me faz ver o quanto estou feliz onde estou.
Quando nos perguntamos onde queríamos estar, quase nunca respondemos onde estamos, são poucos os que se atrevem a não idealizar e apenas estar.
E hoje isso me dá a coragem pra não exitar, dá o atrevimento de acreditar que é aqui que eu queria estar.
Até praticamente ontem, se você me perguntasse como seria o amanhã, não saberia te responder. No sentido figurado, é claro, quando digo "amanhã", refiro-me a um futuro distante e quando digo "praticamente ontem", refiro-me a um passado próximo. Porém hoje, quero dizer dizer, no presente, a resposta para essa pergunta me é obvia... é com isso que eu queria estar, é nisso que eu queria caminhar e é disso que eu queria lembrar.
Se poucos são os que se atrevem a indagar que onde estão é onde queriam estar, mais raros são os que se arriscam a falar por dois, por isso eu teimava em exitar, porém isso foi o que me fez arriscar.
Hoje eu me atrevo, arrisco e amo... amo e pronto!
Amo isso, pois foi isso que me pôs no lugar mais incrível e belo que alguém poderia estar, nem praticamente ontem, nem amanhã, isso me pôs aqui... hoje... acordando contente todos os dias,  em meio a preguiça, ao sono mal dormido, ao sonho mal resolvido... hoje... no ultimo capítulo de um Romance... hoje... com a nítida impressão que todos os problemas foram milagrosamente resolvidos... hoje... com todas as falar praticamente lidas... hoje... com a impressão de que todos os contratempos valeram a pena.... porque hoje isso me faz ver o quanto estou feliz onde estou.


sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Aparentemente exposto.

Eu sou sentimento...
Estou nú... eu sou alma...
A transparência do vinho na taça... transparência da  minha alma..
Eu sou complexo... inconexo.
Não se limite em pensar que sou uma alma...exposta como a taça...
Eu sou a taça... mas também sou uma farsa.
Eu sou intenso... carregado de sentimento...
A transparência é só um momento...
Que eu resolvo , por mim mesmo, ser sentimento.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Balança de três pesos;

Olhe as possibilidades...
Outros gestos, as pessoas, os lugares;
O singular me é alheio,
Eu sou plural, sou três... eu sou o meio.

Não sou só tua, mas tu também me tens;
Eu vejo o Mundo, vejo mais... eu vejo além.
Teu beijo é bom, mas também gosto de outros beijos,
Porque sou muitos, sou três e sou os meios.

E quem se prende se limita,
O "enfim sós" é apenas uma medida.
Tu não vês que é uma balança de três pesos?
E nela sou tua, sou de três, sou do meio.

Eu sou tua , mas não sou somente tua...
Amo teus olhos, mas outros olhos também são meus!
Tu tens ciúmes, não me enganes, eu te leio.
Mas não se enganes, porque sou três e sou o meio.

Veja a variedade...
O infinito, o divertido, outros lugares;
Por que só dois e não gostar de um terceiro?
Se eu sou tua, mas também sou de outros meios?








sexta-feira, 3 de junho de 2011

O reflexo e eu;

Tu vais à frente de um espelho...
Olhas a si mesmo, ajeitas o pedaço de cabelo que está fora do lugar...
Olhas aquela parte do corpo que te incomoda, e pensas que serias mais feliz se ela fosse de outro jeito...
Viras a cabeça para os dois lados, só pra conferir se o seu perfil está agradável. É interessante ver o nosso perfil, afinal, é um ângulo nosso que não costumamos ver a não ser quando estamos em frente a um espelho...
Geralmente tu abres os dentes, como que para verificar se ainda estão no lugar, se ainda estão brancos ou se tem algo preso a eles... se estiver tudo no lugar, simulas um sorriso, como se tivesse em um papo agradável, fazes isso, pois queres saber como é o teu sorriso quando estás em um papo agradável com alguém.
Se uma pessoa aparace na hora, imediatamente desfazes "o sorriso do papo agradável" e ajeitas mais uma vez o cabelo pra disfarçar aquela cena vergonhosa que fazes quando estás sozinho na frente de um espelho.
Alguns se atrevem a dançar, desfilar, treinar discursos e expressões para futuros papos agradáveis.
Desse modo, pode-se dizer que o espelho é como uma projeção nossa. Em frente a ele, nós fazemos coisas tolas e imaginamos como seríamos se nos comportássemos de determinada forma. Ele não mente... vai sempre nos mostrar a realidade como ela é... imperfeita, fingida, aparentemente feliz...
Nós nos olhamos com bastante freqüência no espelho, olhamos nosso perfil, nosso sorriso, nossa imperfeição, nossas caras e bocas e algo mais que convenhamos notar em nossa aparência.
Enfim, olhamos quase tudo... mas quase sempre, esquecemos de olhar algo muito sutil... nós mesmos.
Quando digo nós mesmos, não me refiro a nosso sorriso cativante, me refiro ao mais íntimo do nosso ser...
Refiro-me ao nosso interior, àquilo que mais tememos em nós mesmos... não a nossa realidade aparente, mas a nossa realidade essencial.
Pare em frente ao espelho e se olhe de verdade, não repares no teu olhar atraente, repares no fundo dos teus olhos e verás.
Verás que és bem mais profundo do que o espelho pode te mostrar.
 Tu se depararás com sua verdadeira face, aquela que vai estar sempre contigo, não aquela que treinas ter.
É exatamente isso que és. Por mais que algumas vezes não te compreendas, enoje-se, ache-se limitado, feio...
O mais importante nisso tudo é enxergar quem verdadeiramente és, e se compreender, e se ver.
Porque, após nos compreendermos e nos aceitarmos, poderemos mudar e evoluir...
Quando se olha no espelho e não se vê de verdade, sempre serás como um reflexo do espelho, uma projeção de algo, um querer ser...
Quando se olhar novamente na frente de um espelho... olhe... e verás que compreendeu, e verás que se compreendeu.



domingo, 22 de maio de 2011

Seria o Rolex?

Um sorriso no rosto... a falsa aparência de que está tudo bem...
Tudo o que sentes, é como um mar feroz... fora de controle...
Mas em vez de seres jogado por essa onda devastadora, respiras fundo... e sorris.
Como se nada tivesse errado, como se tudo estivesse no lugar.
Quando na verdade, nada está no lugar...
Onde, por fora vê-se autoconfiança e otimismo, por dentro trava-se uma guerra....
As aparências enganam... elas disfarçam uma face oculta.
A verdadeira face nunca será totalmente explícita...
O verdadeiro eu, sempre estará rebuscado em meio a sorrisos e falsos olhares...
Não é falsidade, é preservação, é um jeito de se defender...
Tua fragilidade emocional, torna-te vulnerável...
Então, como que para se defender dos teus próprios pensamentos, levantas a cabeça... e sorris...
Quando é chegado o momento, quando se deparas com o teu medo...
Quando te deparas com aquela pessoa... com aquele lugar...
Teu coração gela...
Mas não dá mais pra voltar, tu ergues o peito... e sorris...
Nessa hora, estás em guerra consigo mesmo...
São teus sentimentos querendo ser exteriorizados, contra tua forçosa aparência.
És posto num conflito interno, devastador, como aquela onda que quer te levar...
Mas tu paras, respiras, e sorris...
Quando tal momento é passado, tu desabas, sentes o peso do fingimento.
Os olhos decaem, a tristeza te consome...
Finalmente, os sentimentos que tanto queriam se exteriorizar, vêem a tona...
Vencem a batalha... e nesse momento... tu não sorris.



quinta-feira, 19 de maio de 2011

Ver e não saber você;

Tudo o que sei, é do pouco que eu vi;
O que eu não vi, portanto, não é o que eu sei...
Sempre que te vejo, eu penso que sei...
Mas quando eu penso que sei, vejo que não vi, então eu não sabia...
Logo, nem tudo o que vejo é o que eu sei;
Porque, ainda que eu te veja, continuo sem saber...
Resta-me, então, a certeza de que tudo que eu sei, é tudo que eu vi....
Porém nem tudo que eu vi, é o pouco que sei.